terça-feira, 10 de maio de 2011

A pedido.

Um dia, pediste-me que voltasse a escrever "A morte dele" caso alguma das tuas palavras não fosse possível de concretizar e aqui me encontro, a relembra-las(te) porque palavras de quem hoje está feliz, como já eu ontem estive, me ordenou que assim o fosse.
Não sei se alguma vez vou conseguir reescrever o que me pediste isto, porque o que me disseste não tem data finita e tal como disseste há etapas da nossa vida que podem levar anos e eu, simplesmente, não me quero precipitar.
A esta hora já deves ter percebido que ainda me és muito, não o nego, não o escondo, mas não o devia admitir. Deveria fazer de ti o diário usado que se guarda na gaveta, se relembra, mas só isso. Fazer de ti algo bom (que faço) mas sem sentimentos, sem saudades ou o que quer que seja.
Se tenho saudades? Não sei...talvez até nem tenha.
Tal como ela, também eu me vi cair, me vi rastejar e superar tanta dor que quase desejava morrer. Tantas foram as lágrimas que caíram que lhes perdi a conta, os gritos em silêncio que (quase) perdi a voz. Não foram poucas as vezes que te desejei de volta nem poucas as que me fiz crer que assim não podia ser.
Não, não vou voltar a escrever a morte dele, mesmo que nunca voltes, porque já não quero que o faças(?), porque já não me és o suficiente para seres caso de tanto.
"A morte dele" é demasiado drástica e tu, no final de contas, até me fizeste bem.

obrigada por me fazeres crescer
mostrar o que é a vida
e sentir (demasiado).

3 trapos envoltos.:

Layla disse...

So te quero bem *

Mafalda disse...

Bolas, isto esta lindo Sara. Completamente poderoso. Emocionante diria.

Salomé disse...

Esta mesmo muito bonito, dizer adeus nem sempre é opçao por vezes acaba por acontecer sem sequer te poderes aperceber