sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Quantifica-me a liberdade que me pertence, pf.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Antes de mais, peço desculpa por não estar a responder aos comentários mas tenho passado pouco tempo por aqui, quando tiver tempo respondo-vos a todos, enquanto isso, aqui fica mais um texto:




Ele dorme sufocado

Pelo nome que o atormenta

Já não amado

O som do coração atenta

Bate forte como tambor

Agitado como o mar

Permanece em espírito de dor

Sem força para se levantar

Um sono inquieto

Cada sonho, um tormento

O seu destino, nunca certo

Levou-lho ela num só momento

Esta noite falece.

Sangue, bebe-o a solidão

De verdadeiro amor carece

Ela vem, levanta-o, dá-lhe a mão

O nome dela ele implorava

Agora juntos novamente

Nunca ter sentido que o amava

Diz-lho ela conscientemente

De mão cerrada

Cravado nas costas, um punhal

Em corpo defunto, refugiada

Sua face é coberta de sal

E num só movimento

Deitado no chão o deixou

Sangue, em nenhum momento

Ela levou-lhe a vida

Ele, apenas a amou.


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

em chamas.

E da flor da paixão nasce o fruto: o desejo.
Tem sabor intenso e o seu perfume é inconfundível, brilha como se do diamante mais polido se tratasse e é dono da mais forte chama ,a tão badalada chama da paixão.
O fruto não se colhe nem se recebe pelas mãos de alguém, simplesmente, submerge dentro de ti, não te sacia, mas dá-te fome. Uma fome imensa que te consome a mente, o corpo, os lábios que tanto querem tocar outros; Chama por ti durante a noite enquanto dormes, despe-te a roupa e deita sobre ti mais uma dose desse (maldito?) fruto. Acorda-te de manhã com borboletas na barriga e um sorriso rasgado, faz-te olhar ao espelho e desejar alguém ao teu lado.
O fruto está ainda verde, a chama que não o devora, mas o faz crescer está, ainda muito pequena. Essa cresce e com ela, o fruto, dentro de ti, também. A cada noite que passa aumenta a dose que sobre ti é colocada e a cada manhã que passa imaginas alguém a abraçar-te durante a noite a acordar sobre o teu peito e mais tarde ainda, a chamar-te de amor.
O desejo de seres contemplada como única, do toque de uma pele viril sobre o teu corpo fraco torna-se uma necessidade que o tempo te impera para esperar. Não consegues.Reinas sobre o tempo pois sabes domá-lo mas tenta fazer o mesmo com o desejo. Não consegues!
Será, sempre indestrutível.
Mas, se fores à raiz da árvore que em ti colocou tal fruto, se fores de encontro com a paixão, talvez encontres quem poderá acordar todas as manhãs contigo, chamar-te amor a cada momento, tocar os teus lábio quando tens fome de pecado e sede de chama.
Alguém que não deixa que o fruto apodressa dentro de ti, porque dentro dele tem um tão grande ou maior ainda.
A maior chama é aquela que brilha quando duas se juntam.

A minha juntou-se à tua.
Bebo e como do teu desejo


sábado, 15 de agosto de 2009

Continuação da "segunda parte"

"- Rita, não me quero afastar de novo de ti, daqui a dois dias vou viajar por tempo indefinido, diz-me que esperas por mim, aqui - chorava, como nunca o vira chorar antes.
- Leva-me como bagagem - abracei-o e chorámos os dois foram dois anos de ausência, nenhum de nós queria nem mais um dia (...)"

- Tens a certeza que queres deixar tudo e vir comigo?
- Eu vou deixar tudo se - aqui ele interrompeu-me, juntou-me (ainda mais e com mais força) a ele
- Tens a tua família, os teus amigos, a tua vida ...
- Escuta-me agora, Francisco, por favor. Ouve-me agora se em toda a tarde praticamente não me ouvis-te - os olhos dele deixavam as lágrimas cair uma a uma e soluçava
-Diz-me tudo então, por favor - debruçou-se contra o meu peito, como se fosse uma criança frágil e indefesa
- Tu (ainda) és tudo, tenta perceber. A minha a vida agora és tu, Francisco, tu. Se esperei 2 anos por noticias tuas, se em 2 anos nunca tive coragem, tal como tu, para te ligar e as noites se tornavam cada vez mais assustadoras com o som do silêncio, o sabor da solidão e o toque da saudade, se os dias era feitos de anos em vez de horas se eu te via em tudo e nos lábios de quem me tocou, diz-me então, o que achas que deixo aqui se for viajar contigo? - ergo-lhe a cabeça e beijo-lhe suavemente os lábios, ele olha-me de cara salgada. Olha-me profundamente.
- Vamos mudar de vida os dois, deixa-me dormir contigo esta noite, amanhã fazemos as tuas malas para partir no dia a seguir, traz tudo a tua vida e a minha, será agora a nossa; Podemos (não) começar tudo de novo?
- Deita-te amor- beijo-lhe a nuca- descansa que uma longa vida espera-nos; amo-te garantidamente, sempre.

E assim foi, o inicio de uma corrida deixada à 2 anos atrás a meio;
Vale a pena esperar, se tudo for puro.

O amor nem sempre o é.